Momentos passageiros e Recordações Eternas
Ao fechar os olhos sinto o cheiro da grama verde em que gostava de rolar e me sujar; sinto o vento frio dos banhos de chuva que tomei; lembro do melado de sorvete na roupa, sem me importar.
Sinto saudades das brincadeiras de criança. Como era bom jogar "taco" na rua, pertubava os vizinhos toda vez que a bolinha caía na casa de algum deles; brincar de "bandeirinha-estourou"; correr e gritar sem motivo algum, simplesmente ser feliz.
Hoje, qual é a graça de andar de bicicleta ? Você e eu sabemos que se montarmos nela para andar não iremos levar os tombos espetaculares de criança. Andar de patins, patinete ou até mesmo velotrol.
Que tal escovar os dentes com a pasta "Tandy" de uva ? Pegar uma pedrinha qualquer na rua e desenhar uma amarelinha. Brincar na gangorra e no escorregador do parquinho; amarrar um pneu na árvore e sentir o vento bater em seus cabelos. Soltar peão, jogar bolinha de gude ou fazer um barquinho de papel e colocar num balde com água.
Saudades de ser criança ! Brincar de ciranda-cirandinha, carrinho de rolemã na ladeira, vestir roupas e comer quantos pedaços de bolo de cenoura com cobertura de chocolate eu quiser, sem me preocupar com a moda ou regime; comer aqueles doces em formato de miniguarda-chuvas feitos de chocolate.
Abrir um sorrisão e mostrar aquela janelinha que todo mundo comentava. Brincar de cabra-cega e ficar tropeçando nos lugares; escrever nas paredes da casa sem maldade.
Jogar futebol de botão na mesa da cozinha, brincar de escolinha. Escrever na "lousa mágica" e depois apagar com um simples arrastão no botãozinho.
Ouvir as famosas frases da mamãe e da vovó: " Tira o dedo da tomada menina (o) ", " Tá de castigo ! " , Vai calçar o chinelo menina (o) !" , " Não senta assim, olha a tua coluna ." " Nada de piscina, acabou de comer " , " Juízo, hein !" , Ai que perigo, imagina se pega no olho."
Nossa! Os anos se passaram muito rápido, antes eram bonecas; hoje, maquiagem.
Como é bom relembrar a infância, na qual os momentos foram passageiros, mas as recordações serão eternas.
Daiane Bernardi de Assis nº 12
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